Sinal sonoro e inesperado convoca alunos para ler em Passo Fundo

Projeto nasceu há três anos como estratégia de escola no combate ao desinteresse dos estudantes pelos livros

Hora da leitura28/06/2013 | 04h56

Sinal sonoro e inesperado convoca alunos para ler em Passo Fundo Luis Iarcheski/Especial

Ao sinal da corneta, alunos correm para a sala dos professores e escolhem os livros que irão ler Foto: Luis Iarcheski / Especial

A corneta toca, e cerca de 230 alunos correm para a sala dos professores da Escola Municipal Romana Gobbi, em Passo Fundo, no norte do Estado. A pressa não tem a ver com nenhum treinamento de emergência. A gurizada vai em direção aos quase 500 livros distribuídos em cestas.

A cena se repete uma vez por semana, e os estudantes não sabem a hora ou o dia em que virá o alerta. O projeto Sinal Verde foi pensado há três anos, após a comunidade ter tido de optar entre uma sala de informática e uma biblioteca, em razão da falta de estrutura física para os dois ambientes.

– Era o único espaço que tínhamos. Com a informática, os alunos começaram a ler cada vez menos. Precisávamos pensar em uma estratégia para recuperar o interesse pelos livros – relata a coordenadora pedagógica da instituição, Evania Carina Calza.

Os títulos foram comprados com a ajuda de pais e alunos, que venderam rifas para conseguir o dinheiro.

Para reforçar o interesse da gurizada, há outros dois projetos em andamento. Um deles é o Carrinho sobre Rodas, que leva os livros até as turmas, para que cada aluno escolha as obras que quer levar para casa. Já o Café Literário promove bate-papos entre autores da Academia Passo-fundense de Letras e a garotada. O resultado, os professores veem pelos corredores: quem não lia, hoje não abre mão.

Estudante da 8ª série da escola, Vípora Rodrigues Ribeiro, 14 anos, diz que costumava ler dois livros por ano até o início do projeto. Agora, já foram 84 obras nos últimos 12 meses:

– Aprendi a falar, escrever e me entender melhor com as pessoas. Cada vez, dá mais vontade de ler. A minha rotina influenciou também na redação. Comecei a acreditar na minha capacidade de desenvolver assuntos.

Um texto da aluna foi classificado para a segunda etapa da Olimpíada Brasileira de Letras.

ZERO HORA

 

 

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