Primeira audiência pública da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura

14/12/2010

 

 

Primeira audiência pública da Frente Parlamentar de Incentivo a Leitura define diretrizes

Poder público e entidades relacionadas à leitura participaram na última quinta-feira, 1º de julho, da Audiência Pública para o Plano Municipal do Livro e da Leitura na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, presidida pela vereadora Fernanda Melchionna (PSOL).

O objetivo do encontro era discutir as propostas para avanço de uma lei municipal para o Plano Municipal do Livro e da Leitura, bem como estabelecer compromissos e metas para criação do programa em Porto Alegre.

A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues, comentou as dificuldades que o setor enfrenta e destacou como maior obstáculo a mobilização de pessoas envolvidas e capacitadas para “conquistar e atrair a população para a leitura”. Já a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, Loiva Teresinha Serafini, citou a deficiência de bibliotecários no município, fazendo inclusive pedido para que a questão de profissionais concursados fosse analisada para atuação efetiva em Porto Alegre.

O secretário da Frente, vereador Adeli Sell (PT), falou na importância da criação da Frente: “Criar um sistema municipal me parece fundamental, assim como a valorização dos funcionários envolvidos. É importante criarmos reuniões de trabalho para definirmos metas, prazos, e também a criação do projeto de lei” disse. Segundo o vereador, a expectativa é que as bibliotecas sejam disseminadas de maneira uniforme em todas as partes da cidade: “Espero que no futuro tenhamos uma proporção como a das creches comunitárias”.

O presidente da CRL, João Carneiro, salientou a importância da Frente como aliada à vontade política de construir o Plano conjuntamente: “Temos a articulação política entre agentes sociais para a criação de um plano que seja um horizonte na tomada de ações para o acesso à leitura”. Sobre a quantidade de bibliotecas em Porto Alegre, João Carneiro fez um comparativo com as livrarias: “Assim como o número de bibliotecas é baixo, o número de livrarias também faz parte dessa estatística. É fundamental que se construa a radiografia da situação na cidade para descobrirmos onde estão os focos de leitura” disse. “O termo chave é a questão do acesso ao livro e à leitura. Como e onde fazer? Precisamos também da criação de novas bibliotecas” complementou o presidente da CRL, que ainda cobrou recursos para que as políticas de leitura tenham verbas no Orçamento da Capital.

A coordenadora executiva da ONG Cirandar, Márcia Cavalcante, enfatizou a necessidade de novas bibliotecas serem construídas, porém, com atenção a três fatores: “Temos uma tríade para a melhoria das bibliotecas, que constitui-se em espaço, acervo de qualidade, e mediação”.  Já a secretária municipal da educação, Cleci Jurach, citou os programas realizados pela Smed em parceria com a CRL, como o Adote um Escritor, e informou que são investidos cerca de R$ 600 mil em projetos no segmento da leitura e literatura.

Sugestões para a Frente

A vereadora Fernanda Melchionna compilou todos os destaques da reunião em uma lista de sugestões a serem seguidas, como a criação de um grupo de trabalho para agregar todos os segmentos, com participação efetiva de representantes da Smed.

Também estão entre as sugestões, transformar a Frente em lei, emenda ao orçamento de 2011 para bibliotecas comunitárias, e a realização de ação conjunta durante a Feira do Livro de Porto Alegre com programas para combater o analfabetismo funcional.

Participaram da Audiência Pública representantes do Conselho Federal e Regional de Biblioteconomia, Secretaria Municipal da Educação, Secretaria Municipal da Cultura, Associação Gaúcha de Escritores, Instituto C&A, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Instituto Goethe e Câmara Rio-Grandense do Livro.

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